alexandre colchete
28 05 1986

guilherme da mata
10 08 1988

rafael di celio
21 02 1990








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layout por alexandre colchete

[sábado, fevereiro 10, 2007]

enquanto milhões de pessoas morriam pelas mais variadas causas, e outras nasciam das mais variadas barrigas, guillaume e isabelle estavam em um mundo à parte. o desejo carnal não dava espaço para pensarem na imundície do tapete. a trilha sonora sem fim ditava o ritmo daquele coito quase também sem fim. um cd no "repeat" lhes dava todo o tempo do mundo para que pudessem desfrutar do prazer do sexo sem interrupções.

eis que gozam. juntos.


(...)


em cima do tapete, semi-abraçados, trocavam palavras vez ou outra.

- ué, você fuma? - perguntou isabelle.

- fumava. só às vezes que ainda me dou esse prazer.

- hum. e que vezes são essas?

o rapaz chegou a gastar alguns segundos pensando no que responder, mas não queria se concentrar em nada. era o momento perfeito para não pensar em nada. de olhos fechados, respondeu de qualquer jeito:

- essas vezes.


(...)


- então... - tentando resgatar um diálogo - você ainda fuma muito? - perguntou isa, emendando numa risada sem vergonha.

- não. na verdade, muito pouco.

- sei...

guillaume mais uma vez se rendeu ao bem-estar em que se encontrava e deixou a conversa morrer.


(...)


- posso dar um trago?

ele bate as cinzas no cinzeiro. isabelle pega o cigarro meio sem jeito e o traga. tosse logo na primeira dose de fumaça que lhe invadia a garganta.

- opa! você não fuma? - a indaga, pegando o cigarro de volta.

- só às vezes que me dou esse prazer. - responde a menina, mais uma vez seguida de uma risada sem vergonha.

- há alguns minutos atrás, eu podia jurar que seu talento sexual era digno de prática, mas - logicamente pensando - se tossiu, então você pode dizer que é um dom de nascença?

a menina gargalha, como quem tem o ego inflado em poucos instantes, e retruca:

- não disse que fumo nas mesmas "vezes" que você.

agora sim, o rapaz se pôs a pensar enquanto ela esperava ansiosamente por uma resposta.


(...)


- cadê minha calcinha?


(...)


se sentou e fitou todo o quarto à procura de suas roupas íntimas. teimando em interromper a trilha sonora, perguntou de novo:

- hein? onde jogou minha calcinha?

- pra quê você a quer?

- pra eu ir embora? - ironizou.

e agora sim, ele resolveu falar o que esteve pensando durante todo esse tempo. levantou a cabeça, procurou a mais sincera face da moça dentro de seus olhos, e disse:

- fica.




ela sorriu. e deitou. e ficou. guillaume quase sorriu, deitou a cabeça, fechou os olhos, e fumou seu cigarro até o fim tomando de volta seu silencioso bem-estar.

postado por alexandre colchete em: [9:44 PM];


[domingo, fevereiro 04, 2007]




postado por gui lherme em: [2:24 PM];



tecla no branco pois é até onde sua inocência alcança.

o preto semitom-contrastante-dissonante ainda não deu o ar de suas traças ao puro olhar de sophia.





escala que a intriga, faz concentrar no subjetivo e invisível jogo do som.


bate forte, bate fraco.





em cada martelada, uma cor diferente.

...



*corre pro quarto e pega papel e canetinhas*

postado por alexandre colchete em: [2:13 PM];



_ vó, todo som de piano é bonito? - assim, ouvindo de minha neta, sete anos, ao piano, me pego, fazendo cara que só fizera ao espelho até então.
_ como assim, bia?
_ eu acho bonito, todo som de piano, qualquer um.
_ deve ser... - e por "deve ser" deixava escapar toda perplexidade em cara que só fizera ao espelho até então.

postado por gui lherme em: [1:58 PM];



Dró

Si

Fuá

Mi

Sil

Mji

Dró

Si

Fuá

Mji


- Viu pai?

- Que coisa linda filhota!



postado por rafael di celio em: [1:14 PM];


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