alexandre colchete
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guilherme da mata
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rafael di celio
21 02 1990








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layout por alexandre colchete

[quinta-feira, janeiro 25, 2007]

Media a noite pelo número de cigarros, porém ainda não passavam de três maços. Rua calma. Observava as pessoas passando. Observava uma por uma como em um estudo de antropologia... Não podia deixar de notar as expressões na cara de cada um. Uma noite comum, sem estrelas. O céu sorria pra ele... Céu cinzento de cidade. O dedo no gatilho, dedo nada tímido.

Uma mulher. Um vestido. Uma vítima.

Fitava-a sem apreço. Para ele, uma vítima como outra qualquer.

Media a noite pelo número de homens, porém ainda não passavam de dois. Rua calma. Observava o homem do outro lado da rua, que fumava um cigarro. Não podia deixar de notar as expressões na cara dele. Uma noite comum, sem estrelas. O céu envolvia-a. Sabia que se o céu fosse homem, estaria olhando para ela. Seus cabelos louros engatilhados, nada tímidos.

Um homem. Um cigarro.

Fitava-o sem apreço. Para ela, um homem como outro qualquer.

- Estava esperando por você

- Há três maços.

Tiros.

- Está linda com esse vestido. Combina com o sangue.

E entranhou-se na noite.


postado por rafael di celio em: [4:49 PM];


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